Comportamento

Meu corpo não faz parte do transporte público

17:55

Essa semana aconteceu duas coisas terrível para nos mulheres, sendo que todas as mulheres ficaram revoltadas. Uma delas sendo que a escritora Clara Averbuck sofreu um estrupo dentro de um carro Uber e o outro foi o assédio no ônibus.

Não vou tratar sobre o caso da Clara, pois apesar de ser algo terrível a Uber tomou uma providência e demitiu o motorista, sendo que é o máximo que a empresa Uber pode fazer nesse caso, agora para que o motorista possa ter uma punição maior é necessário que a Clara Averbuck vai até a delegacia e faça um Boletim de Ocorrência para que a polícia possa fazer o trabalho dela. Mas teve o caso do assedio dentro do ônibus, em que os passageiros ligaram para a polícia, o infeliz foi preso e o juiz soltou em menos de 24 horas falando que “não teve constrangimento tampouco violência ou ameaça grave, pois a vítima estava sentada em um banco, quando foi surpreendida pela ejaculação do indiciado”, sendo que não é a primeira vítima de assedio e não foi a última, pois depois de dois dias após sair da delegacia, o cara assediou mais uma mulher dentro do ônibus, totalizando 18 vítimas. Acho que precisamos conversar sobre isso.

Para os moradores de São Paulo, sabemos que transporte público é lotado de verdade e não existe mais essa história de horário de pico, pois o dia inteiro é horário de pico. Com isso acabamos nem dando tanta importância para algumas coisa quando se está sentado e o banco é na parte do corredor, coisas como: esbarrar sem querer com a bolsa, mão, garrafa de água, fio de fone de ouvido no seu rosto. Ao ponto de as vezes quando estamos tão cansados e conseguimos por algum milagre um banco para sentar, não damos importância se esbarra algo perto do nosso rosto, pois o ônibus está lotado e vamos ficar irritado atoa. Mas sinceramente nos mulheres não somos obrigadas a ter um pênis roçando na gente ou levar gozada na cara.

Esse tipo de coisa é considerado um assedio e uma violência sim, então quer dizer eu sou mulher e não posso ter mais a segurança de entrar no ônibus, se conseguir sentar em algum banco e poder chegar ao meu destino limpa sem levar uma ejaculada, pois os homens não consegue controlar o pênis dele dentro da calça.  Se você quer se dar prazer, por favor, tenha um pingo de vergonha na cara e vai fazer isso em um lugar privado que você esteja totalmente sozinho e não fazer isso em um lugar público.

O corpo da mulher não faz parte do transporte público como ônibus e metrô para ser apalpado e pegado, e sabemos muito bem a diferença de quando estamos sendo prensadas por causa que o transporte público está cheio e sem querer esbarra a mão em algumas partes intimas, e quando o infeliz fica passando a mão nas partes intimas do nosso corpo. Só a mulher pode decidir quem toca e como vai toca-lá, principalmente em a algumas partes mais intimas.

Não é porque a mulher está sentada no banco e bastante cansada ao ponto de dormi, que te dá o direto de ficar esfregando o pênis nela e chegar ao ponto de gozar. Como também não é porque a mulher está de saia ou calça justa é motivo para ficar esfregando o seu pênis na bunda dela. Será que vamos ter que fazer igual as nossas avós e começar a andar com agulhas de crochê ou algo pontudo na bolsa para quando um infeliz chegar fazendo isso, ter que dar um chega pra lá. Já não basta ser esmagada todos os dias dentro do ônibus indo e voltando do trabalho, agora temos que sair do ônibus sujas porque o cara achou a mulher bonita e quer marcar território. A mulher agora virou poste pro bonito ir marcar território igual cachorro?

Ainda bem que a sociedade está mudando ao ponto de quando vê algo nojento como isso que aconteceu, fazer escândalo para parar ônibus e liga para polícia. Como um amigo meu falou “O legislador não pode imaginar que os seres humanos vão sair por ai gozando nos outros”, pois mesmo que a lei tem que mudar o tempo inteiro, tem coisas que nem precisa estar na lei é uma coisa de bom senso, mas vamos concordar se o cara assediou 16 mulheres e na decima sétima ejaculou enquanto ela estava dormindo no banco, já é algo preocupante ao ponto de tomar alguma providência para uma pessoa assim, pois prova e testemunha é o que não falta para dizer o que aconteceu e poder dar continuidade ao processo, então está na hora da justiça agir de maneira correta. 

Você também pode gostar

0 comentários