Comportamento

Porque amo escrever

21:02


Já fez alguma coisa, que ao desenvolver aquela atividade parecia que você estava em outro mundo ou universo? Mesmo sendo uma atividade besta para os outros, mas te faz se sentir tão especial e ao mesmo tempo com força e vontade de lutar pelo o que você gosta. Pois é assim que me sinto quando estou escrevendo.

Esse era para ser um texto especial de três anos do Solteira e Feliz, mas minha vida estava tão tumultua e parecendo que passou um furacão, não tinha condições e nem tempo para escrever, só tinha cabeça para tentar colocar tudo em ordem, mas isso é um assunto para outro dia. A verdade que não podia deixar de escrever esse texto, pois toda vez que fico sentada na frente do meu computador, parece que estou viajando para outro lugar e posso lutar pelo o que desejo sem as preocupações da vida adulta.

Apesar de dizer que descobri o que me faz feliz um pouco tarde demais, na verdade eu sempre soube disso, só não queria aceitar e achava que a vida adulta só seria perfeita se eu estivesse trabalhando, com a faculdade concluída e com alguém do meu lado. Afinal parecia que uma vida normal tinha que ser uma maratona diária, mas não tinha a parte de fazer algo que te faz feliz e que te traga tranquilidade. Lembro que quando era criança eu amava escrever e criar milhares de histórias na minha cabeça (mal de pisciana), só que na verdade eu me sentia como se tivesse em outro mundo, em que eu tinha a total liberdade de ser quem eu bem quisesse.

Se alguém te perguntasse com quem você normalmente se identifica no filme, qual será a sua resposta? A minha sempre foi aquele personagem que ficava na dele e observando tudo, se fosse um escritor não pensaria duas vezes, pois eu sempre fui aquela pessoa mais reservada que ficava observando e me questionando o motivos das coisas. Quando minha cabeça parecia que ia explodir por causa da quantidade de pensamentos que vinha na minha cabeça, a única coisa que passava na minha cabeça era “como queria ter um pedaço de papel para poder escrever e poder desabafar tudo o que estava na minha cabeça”, mesmo que ele fosse para o lixo depois.

Parece que agora dou tanto valor por um pedaço de papel e uma caneta, que nem parece aquela pessoa que antes do Solteira e Feliz a única coisa que fazia quando sua cabeça estava cheia de ideias era colocar uma música no último volume para espantar os pensamentos e ficar com uma única coisa frase na cabeça “que ideia maluca, não vai dar certo”. Não sei se um dia vou ser igual aqueles desenhistas que fazem do seu talento um ganha pão (será que escrever é um talento?), mas sonho que um dia poder ir numa livraria grande e poder ver um livro meu lá nas prateleiras vendendo como daqueles escritores famosos.

A verdade que o Solteira e Feliz só me trouxe coisas realmente boas, me fez olhar de uma maneira diferente e poder ter essa liberdade de me expressar de um jeito tão simples. Posso dizer que já pensei em desistir várias vezes, mas parece que essa vontade maluca de escrever e poder falar tudo o que penso fala tão alto que virou um vício. Não consigo me ver fazendo outra coisa e deixando totalmente de lado escrever, pois quando deixo de fazer isso me sinto tão mal e inútil que não sinto vontade de fazer mais nada.

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