Comportamento

Se libertando da coleira

21:01



Já teve alguma situação que você se sentiu como uma marionete? Não podendo agir do jeito que você sente vontade e seguindo o que os outros querem, mas o problema é que você não está feliz com essa situação. Qual o limite de aceitar esse tipo de situação? Porque nos sentimos obrigados a virar marionetes?

Essa semana estava assistindo o filme “Felicidade Por Um Fio”, mesmo não estando em transição capilar, teve muitos momentos que me identifiquei com aquela situação que a personagem passava. Mas não vou entrar na parte da transição capilar, na verdade quero entrar em outro assunto que é quando nos sentimos totalmente sufocados, por estar em alguma situação que não tem o direito de ser você mesma, pois existe algum limite entre você evitar algumas atitudes suas e virar um robô que não pode nem virar a cabeça para o lado sem precisar dar algum tipo de satisfação. Muitos vão se identificar com essa situação, pois pode acontecer numa situação que exige muito do seu tempo. Vou falar a minha aqui.

Quando me identifiquei com o filme, comecei a analisar o que passei recentemente no ambiente de trabalho, mas isso não precisa acontecer somente em uma situação especifica, pode ser de diversas maneiras diferentes. Comecei a trabalhar em um local que parecia muito legal e bom, até a pagina dois, sempre tive esse meu jeito espontâneo e as vezes até divertido, tento lidar bem com todo mundo, mas chegou um momento que comecei a ser podada e criticada a cada atitude espontânea. Sei que para muitos vai parecer que sou um bebe chorão que só sei reclamar, mas você imagina passar oito horas do seu dia em um lugar que não pode ser você mesma e tem que seguir um protocolo, chega um momento que você sente totalmente sufocada e se perguntado o motivo de estar lá.

Quando começa a avaliar tudo que esta acontecendo e questionar se aquilo é para você ou será que não esta na hora de mudar. Não precisa ser em um ambiente de trabalho, pode ser em um relacionamento também, em que o seu companheiro fica tentando cortar todas as suas atitudes e consequentemente a sua personalidade, pois querendo ou não, suas atitudes é de acordo com a sua personalidade. Você se sente como um cachorro em uma coloreia bem curta e bem apertada que só pode olhar para o lado, por mais belo que pareça um cachorro adestrado ao olhos dos outros, para ele é algo totalmente horrível, ter que alguém mandar qual a hora que ele deve ir no banheiro ou olhar para o lado.

Quando você se liberta daquilo que te prende ao ponto de se sentir um robô, vendo o quanto é horrível ter alguém te repreendendo o seu próprio sorriso, uma maneira que pensa ou fala sobre as suas ideia. Consequentemente acaba dando valor aqueles momentos que você está sozinha e pode ter seus momentos de loucura e espontaneidade, fica avaliando o quanto vale a sua personalidade e a sua qualidade de vida, mesmo que seja profissionalmente, na vida amorosa ou pessoal.

A verdade que não existe nada melhor do que você se sentir livre para fazer o que bem entender, não precisamos ser perfeitas o tempo todo e podemos ter aqueles jeitos ou detalhes que é totalmente nosso, como ficar em casa sozinha e cantar junto com a música que estar tocando no rádio ou ficar cantarolando pela manhã um música que não sai da sua cabeça. Não somos robôs que devemos ficar andando e falando de acordo com o que os outros querem, podemos ser aquelas pessoas que a sociedade quer nos momentos certos, desde que respeite a nossa personalidade e não tente transformar todos em robôs ao ponto que devemos dar satisfação até na hora que viramos a cabeça para o lado. Afinal para tudo na vida existe um limite.

Para finalizar, devemos parar de achar que todos devem seguir um padrão e agir como robôs, pelo ao contrario devemos respeitar a diferença de cada um. Entender que todos nascemos com direto de ir e vir (desde que suas decisões não prejudique a vida de terceiros), cada um tem a sua particularidade e suas experiências, não devemos impor aos outros o que devem ou não fazer, pelo ao contrario devemos respeitar a decisão de cada um. 

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